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Como os hábitos o podem ajudar na gestão do seu negócio

Como os hábitos o podem ajudar na gestão do seu negócio

Um empreendedor, dono de um negócio, tem o dever de tomar decisões e é normal que, ao longo do dia, se intrometam as mais variadas distrações entre esta ou aquela tarefa (como por exemplo os e-mails, as chamadas, as reuniões, etc.) que o façam “perder” tempo e concentração.  Tal como é certo e sabido, tempo é dinheiro e há que saber geri-lo.

 

Quando se trabalha numa multinacional, já com todos os processos esquematizados e alguns até automatizados, é fácil de programar o dia e até se pode dizer que a empresa o programa para nós. No entanto e visto pelos olhos de quem empreende, as prioridades vão alternando constantemente o que impede a programação dos dias, uma semana programada é claramente muito dificil de conseguir. Além disso, o tipo de tarefas a realizar variam com o passar do tempo e há que ir desenvolvendo novos hábitos para que se possa ter tudo sob controlo. Um empreendedor não tem apenas a necessidade de se organizar como também de organizar os outros.

 

À medida que a gestão se vai tornando complicada...

 

O único truque, ouça o que ouvir, é trabalhar mais. No entanto e ao contrário do que está a pensar, trabalhar mais não significa trabalhar mais horas mas sim, trabalhar enquanto somos mais produtivos. É aqui que entram o jogo dos hábitos, estratégias que nos permitem identificar quais os momentos em que somos mais produtivos e eficientes.

Um hábito é uma eleição que fazemos de forma deliberada e que a partir de um certo momento deixamos de a fazer “conscientemente”, é criado um hábito. Um hábito irá permitir com que dedique a energia mental a outras tarefas.

 

A ciência insiste precisamente na importância de proteger os momentos em que somos mais produtivos. Se o seu objetivo for ser mais produtivo, está cientificamente provado que se dividir o seu tempo de trabalho em curtos espaços de tempo (50 minutos) e os dedicar apenas a tarefas individuais sem distrações, conseguirá atingir o seu objetivo. Sabia que se, por exemplo, pausarmos uma tarefa para consultar a caixa de entrada do nosso e-mail, demoramos 15m para voltar a ficar contrados?

 

Procrastinação estruturada

 

Como é que mede a sua eficácia? Pelo número de reuniões? Pelo número de decisões que toma por dia? É muito importante ter uma noção de eficácia uma vez que certas tarefas são realmente importantes e outras não trazem qualquer tipo de rendimento ao negócio. Há que ter em conta ao que os cientistas denominam como procrastinação estruturada, ou seja, crer que fazemos algo quando afinal não estamos é a fazer nada.

 

No início dos anos 90, Mihály Csíkszentmihályi, um psicólogo de renome iniciou uma investigação acerca da produtividade do trabalho laboral que se destinaria a uma importante universidade estadunidense. A investigação teve como base perguntar a 250 mentes criativas já com responsabilidades laborais o que os tornava eficientes. Este psicólogo irigiu-se a um dos gúrus da gestão de empresas, Peter Ducker. Sabe o que lhe respondeu? “Um dos segredos da produtividade é ter sempre por perto uma secretária que se ocupe de convites que nos fazem perder tempo, como o seu.”

 

Exemplos empresariais

 

Na Google, Larry Page determinou um máximo de 10 pessoas por reunião. Algo que primeiro se tornou hábito e logo se converteu em rotina.

 

Na Amazon, Jeff Bezos antes de qualquer reunião de direção obriga a que todos os intervenientes escrevam o que vão dizer na reunião.

 

Na Nike, Mark Parker (CEO) leva sempre consigo um notebook. O lado esquerdo é dedicado a questões de desenvolvimento de negócios e operações e o direito de ideias criativas. Cada declaração se assume como um tema, mas tratada a partir dos dois pontos de vista. Desta forma, Mark assegura que desenvolve ambos os lados do cérebro.

 

Na Flickr e na Hunch, Caterina Fake prepara sempre um guião para as suas reuniões que distribui por todos os intervenientes juntamente com um copo de água que todos devem beber. As reuniões são realizadas em pé e a partir do momento em que uma pessoa tenha de se ausentar para ir à casa-de-banho, dá-se por encerrada a reunião.